Teoria da Integração Sensorial

 

Segundo Ayres, em 1979, a integração sensorial é o processo neurobiológico através do qual o Sistema Nervoso Central recebe, regista e organiza a informação sensorial que vai usar para criar uma resposta adaptada do corpo ao meio ambiente.

 

A resposta adaptada é a chave desta metodologia que se traduz numa resposta adequada em intensidade e duração a um determinado input sensorial. Para que ela ocorra é necessária uma participação activa do indivíduo, num ambiente diversificado de informação sensorial, resultante da interacção entre os vários sistemas sensoriais previamente estruturada através de um raciocínio clínico específico.

 

Na prática, uma criança que evite certos tipos de roupa, não aprecie lavar o cabelo e use as pontas dos dedos para a manipulação, pode apresentar um distúrbio da modulação sensorial devido ao evitamento do input sensorial normal, tal como os exemplos mencionados, e que muitas vezes é acompanhado de reacções negativas por parte da criança como o choro e/ou birra.

 

Por outro lado, e ainda nos distúrbios da modulação sensorial, um dos tipos de desordem ao nível do processamento sensorial, a criança pode ignorar ou ser relativamente pouco afectada ao input sensorial normal levando a uma procura de experiências sensoriais muitos fortes, como saltar repetidamente ou rodopiar.

 

A Paralisia Cerebral, Perturbações do Espectro Autista, Dificuldades de aprendizagem e Atraso no desenvolvimento são algumas das condições/ patologias que podem beneficiar deste método. Salienta-se que a aplicabilidade do método deve ser realizada por terapeutas experientes/ formados.

 

Na área das Perturbações do Espectro Autista muitos estudos têm vindo a ser efetuados no sentido de comprovar a eficácia da teoria da integração sensorial. Num destes estudos, verificou-se que, através da aplicação de uma escala de avaliação específica do método (SIPT – Sensory Integration and Praxis Test, Ayres, 1989), crianças do espectro apresentaram resultados inferiores nos testes relativos à práxis, conceito relacionado sobretudo com a componente motora das acções, assim como nos sistemas táctil, vestibular e proprioceptivo. Ainda no mesmo estudo foram detectados pobres resultados na práxis oral, condição que provavelmente sustenta a dificuldade desta população na expressão facial.

 

Esta forma de actuar contribui para a filosofia do CHS-CEI sobretudo na área da Pediatria com influência e complementaridade do método Therasuit. Se aplicável, estratégias sensoriais para a família assim como dietas sensoriais contemplam a nossa abordagem.

 

Na prática são fundamentais alguns equipamentos/ materiais num ambiente dotado para desafiar os vários sistemas sensoriais tal como o modelo afirma.

 

Universal Exercise Unit

 

Baloiços e outras formas de suspensão podem ser realizadas para estimulação do sistema sensorial vestibular/ proprioceptivo com recurso à gaiola.

 

Trampolim é igualmente utilizado na estimulação vestibular

 

Actividades de estimulação táctil

 

Parte da nossa prática

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